8 passos para impor limites aos seus filhos sem perder a linha

Imaage: 8 passos para impor limites aos seus filhos sem perder a linha

Aprenda como impor limites sem agredir física e psicologicamente uma criança

Limitar o comportamento das crianças, ensinando-lhes regras básicas de convivência social é algo que os pais devem fazer desde cedo. Não é uma tarefa fácil, mas permitirá que os pequenos cresçam com independência, maturidade e preparados para lidar com os inúmeros desafios que encontrará pelo caminho. Fica mais fácil enfrentá-los quando eles crescem seguros e conscientes das consequências dos seus atos.

Mas como impor limites sem agredir física e psicologicamente uma criança e mais, indo muitas vezes contra a sua vontade? Preparamos alguns passos que permitirão que esta jornada seja mais fluida, garantindo bons resultados na educação dos pequenos.

1. Exerça sua autoridade

Sem autoridade, não há obediência. Muitas vezes queremos que os filhos nos obedeçam, mas não deixamos claro o que queremos e quem é o responsável pelas ordens da casa. E se não sabemos o que queremos, o jogo se inverte e os filhos acabam tomando as rédeas. Os filhos precisam saber que você é a autoridade máxima dentro e fora de casa. A melhor maneira disso ocorrer é explicando os motivos das regras com sabedoria e não permitir que elas sejam negociadas.

2. Limites sim, agressões físicas não

Sabemos que existem algumas situações que se tornam insustentáveis no contexto familiar. O cansaço físico e mental toma conta por certas vezes, mas agressões físicas não são a solução. Mesmo quando alguma situação parece insustentável, é importante evitar qualquer tipo de agressão física na criança. Uma revisão de 69 estudos mostrou que crianças que apanham criam mais comportamentos problemáticos ao longo da vida, refutando ideia que bater serve para educar.

Neste mesmo estudo levantou-se os dados de que o castigo físico aumentou os problemas de conduta e os sinais de transtorno desafiador opositivo, que é caracterizado por acessos de raiva, comportamento argumentativo e desafiador, recusa em seguir regras, rancor e vingança. Além disso, foi comprovado que crianças que apanham crescem mais antissociais, desafiam as ordens dos mais velhos, se mostram agressivas e podem ter problemas cognitivos. Resumindo, pode parecer um caminho fácil e eficiente, mas não é eficaz e muitas vezes piora o problema. Definitivamente deve-se evitar bater na criança para impor limites.
Orientado pela Academia Americana de Pediatria, recomenda-se uma série de alternativas em relação às palmadas, incluindo tirar brinquedos e privilégios, além da técnica milenar do castigo.

3. Faça acordos, combinando os comportamentos

Como já dizia o ditado, o combinado não sai caro. Aqui, a ideia é acordar previamente o que pode ou não pode antes de determinado evento. Por exemplo, ao ir ao shopping, os pais podem acordar previamente que não será comprado nenhum brinquedo ou que o jantar ocorrerá em casa. Ou, antes de escolherem uma sobremesa, deve ocorrer o acordo que apenas um item poderá ser escolhido.

Os limites combinados ajudam que as crianças entendam os limites, evitando ansiedade desnecessária e, principalmente, anulando situações de constrangimento com os pais. Para a maioria das crianças esta ação funciona muito bem.

4. Dê tempo para a criança refletir

Colocar a criança para pensar sobre uma atitude ruim realizada é uma boa maneira de colocar limites na educação dos filhos. Mas antes, é importante que os pais conversem com a criança antes deste momento, para que que a criança saiba o motivo pelo qual deve refletir sobre o ocorrido. O mesmo ocorre após este momento, visando que haja o entendimento se ela assimilou o que aconteceu de errado.

Isso faz com que o pequeno entenda as consequências de um comportamento ruim e saiba como deve fazer diferente da próxima vez.

5. Seja um bom exemplo

Seja uma referência, em todos os sentidos, lembrando que os comportamentos sociais, emocionais e até profissionais não planejados são ainda mais importantes para influenciar as crianças já que eles têm o elemento da espontaneidade, que é valioso para a construção do comportamento, moral e ética dos filhos.

6. Esteja aberto ao diálogo

O diálogo é um elemento fundamental de conexão entre pais e filhos já que, apenas por meio dele, temos acesso ao que se passa na cabeça de uma criança. Importante destacar existe uma importante construção social através dessa troca, já que a criança passa a expor seus sentimentos como tristeza, felicidade ou angústia, aumentando significativamente as chances de serem empáticas quando adultas, sendo mais sensíveis à realidade do outro.

E a empatia é importante no contexto da imposição dos limites pois a criança passa a entender o outro lado também, assim como a importância de mudar os seus comportamentos e obedecer. Expondo seus sentimentos, também é possível que os pais entendam mais a fundo a raiz do problema, adaptando os métodos da imposição dos limites sem ferir algo importante que pode estar ocorrendo na vida da criança.

7. Reconheça o cumprimento das regras

Todos gostamos de ser reconhecidos, faz parte da nossa essência. Parabenizar e incentivar as crianças na mudança dos seus comportamentos, fará com que ela se sinta valorizada.

8. Não desautorize o seu parceiro

É fundamental que o casal esteja em sintonia na criação dos filhos, visando sempre o bem-estar das crianças. Desautorizar a ordem que foi dada pelo seu parceiro(a), mesmo quando você julgar que ela não seja justa ou condizente com o momento, pode causar confusão na cabeça da criança, além de ser muito prejudicial para sua educação.

Dica extra: atente-se à faixa etária dos pequenos

No processo de educação, é importante que os pais conheçam e adequem seu comportamento perante as crianças. Um bebê não tem a intenção de desafiar os pais quando joga sua comidinha no chão, é uma atividade involuntária. Tentar repreender ou perder a paciência não adiantará, além de ser frustrante.

O mesmo ocorre quando uma criança que está aprendendo a falar replica um palavrão que ouviu de um adulto. Ela não sabe o que ele significa! Assim, os pais devem dar o exemplo não replicando tal palavrão em casa e ensinar à criança que mencioná-lo é errado.

Compreender as características da idade para diferenciar se é uma questão de educação ou do desenvolvimento torna a imposição de limites mais fácil e eficiente.

Dificuldades aparecerão a todo momento na educação dos seus filhos, mantenha-se firme! Neste contexto, é importante que a criação seja planejada, com o planejamento executado de forma pensada e estratégica e jamais sendo utilizadas apenas pela vontade dos pais.

Ser bons pais envolve dedicação e disciplina! Para impor limites, é importante não ceder às chantagens emocionais dos filhos. Se estiver para fraquejar, lembre-se que pode até parecer duro em um primeiro momento, mas os resultados valerão a pena a longo prazo.

Criado por Colégio Lectus
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